terça-feira, 26 de abril de 2016

Obras olímpicas já registraram 11 mortes no RJ - Londres 2012 não registrou nenhuma morte!

Para a auditora fiscal, os trabalhadores têm equipamentos de proteção individual (EPI), mas as normas de segurança coletiva são descumpridas.

"Falta o cumprimento fiel a NR 18 principalmente" 


Os jogos Olímpicos de Londres 2012 não registraram nenhuma morte. Para a Olimpíada do Rio de Janeiro já foram 11 óbitos de trabalhadores da construção civil desde 2013. 

A informação foi passada hoje (25) durante o seminário Trabalho seguro e gestão do estresse no ambiente laboral: um desafio olímpico, organizado pelo Tribunal Regional do Trabalho na 1ª Região (TRT/RJ).

De acordo com a auditora fiscal e coordenadora do grupo de Construção Civil Elaine Castilho, as mortes ocorrem por falta de planejamento com a segurança. “Já foram 40 embargos desde 2013 nas obras olímpicas e 11 mortes. Eles corrigem o problema pontual, mas se tivesse uma melhoria contínua não seriam 40. Acho que teria sido bem menos. Acho que a pressa é a grande vilã. A falta de planejamento, com um cronograma muito exíguo, é que tem vitimado esses trabalhadores”.

Entre as causas de mortes estão atropelamento, esmagamento por caminhão, soterramento e choque elétrico. Nas mais comuns, a auditora lista as “sutilezas elétricas”, como quadro de luz exposto, luminária improvisada, fiação no chão e aterramento inadequado, escavações, má utilização de máquinas pesadas e falta de proteção contra quedas. “Os trabalhadores têm equipamentos de proteção individual (EPI), mas as normas de segurança coletiva são descumpridas. Vimos trabalhadores com cinto de segurança sem estar preso a lugar nenhum. São coisas inadmissíveis em obras olímpicas. É revoltante”, disse Elaine.

Segundo ela, outros problemas que impactam nas condições de trabalho dignas e encontradas nas obras olímpicas são boa alimentação, local decente para refeição e banho, organização, limpeza e conforto térmico do ambiente, local adequado para descanso e jornada de trabalho excessiva.
“O desafio é ter um projeto e executá-lo. Todos esses grandes consórcios têm equipes maravilhosas de engenheiros de segurança. O negócio é isso ser aplicado. Com cronograma ruim, eles não conseguem executar. Às vezes, tem até o projeto, mas não conseguem pôr em prática.”

“Hoje, as obras da prefeitura deixam a desejar no que diz respeito à segurança e saúde do trabalhador, que é nossa competência. E deixam muito a desejar. É uma preocupação sistemática. Desde que assumi, tenho feito um esforço muito grande de diálogo no sentido de enquadrar a prefeitura, os órgãos que estão executando essas obras, a cumprir as obrigações legais”.

Superintendente regional do Ministério do Trabalho e Emprego do Rio de Janeiro, Robson Leite esclareceu que o objetivo da fiscalização é pedagógico e para evitar acidentes e mortes. Entretanto, destacou que a prefeitura tem falhado na questão da segurança dos trabalhadores.

Robson Leite lembrou que os números incluem as obras de legado, como a Transoeste, a Transolímpica e a Linha 4 do metrô. “Na opa do Mundo, foram oito mortes no Brasil. Então, 11 mortes só no Rio é assustador. Temos tido muito problema com a prefeitura. Alguns eventos-teste não aconteceram em função de interdição nossa. As interdições ocorrem porque a situação é gritante e está ferindo normas técnicas muito efetivas, muito claras com relação à segurança do trabalhador. Um exemplo é o velódromo, que embargamos mais de uma vez em função dessa ameaça, do não cumprimento de normas técnicas claras de segurança do trabalhador”.

O superintendente disse estar preocupado também com a possibilidade de aprovação de leis pelo Congresso Nacional que podem piorar a situação do trabalhador.

“Temos uma preocupação com os ventos de Brasília com relação a alguns projetos de lei, como a flexibilização do conceito de trabalho escravo, criação de obstáculos para que o trabalhador tenha acesso à Justiça. Isso nos preocupa muito. Não é porque queremos recuperar a atividade econômica que vamos pagar isso com o preço da vida de trabalhadores. Pelo contrário, precisamos intensificar a fiscalização”.


Em nota, a prefeitura do Rio disse que lamenta as mortes descritas no relatório, que exige sempre das empresas responsáveis pelas obras “o cumprimento das normas de segurança”, mas nega a associação dos incidentes com os Jogos Olímpicos.

“Diferentemente do que aponta o relatório, vários projetos não têm qualquer relação com os Jogos Olímpicos, como o Museu da Imagem do Som, a Nova Subida da Serra e a Supervia. E mesmo as demais obras dizem respeito a projetos de legado, ou seja, são inspiradas pelos Jogos mas não possuem vínculo direto com o evento”, diz o texto.


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terça-feira, 19 de abril de 2016

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terça-feira, 5 de abril de 2016

Indústria eólica pretende gerar 50 mil novos postos de trabalho no Brasil em 2016



Com previsão de novos 175 novos parques eólicos, o Brasil deve abrir cerca de 50 mil novos postos de trabalho em 2016, segundo estimativas da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica). A entidade espera serem investidos R$ 20 bilhões na construção de novos parques, que irão gerar mais de 3 Gigawatts (GW) de energia no país.
Ao se considerar apenas o Mercado Regulado (os consumidores de energia elétrica atendidos pelas distribuidoras de sua região), estima-se que em 2016 entrarão em operação comercial 107 usinas eólicas, de acordo com dados acompanhados pela Secretaria de Energia Elétrica do Ministério de Minas e Energia (MME).
Atualmente, o Brasil conta com 342 usinas eólicas em operação comercial, totalizando 8.294 MW de capacidade instalada, segundo dados da Agência Nacional de energia Elétrica (Aneel). Em 2015, foram liberadas para operação comercial 2.657 MW de energia eólica novos, distribuídos em 108 usinas eólicas, conforme consolidação da expansão da oferta de geração, apurada em janeiro deste ano.
Nos últimos cinco anos, o número de usinas de geração de energia eólica no Brasil quadruplicou. O montante representa uma expansão de 6.208 megawatts (MW) de capacidade instalada, que ao final de 2015, totalizou 7.633 MW, contra os 1.425 MW de 2011. Segundo o Plano de Decenal de Expansão de Energia – PDE 2024, a capacidade instalada eólica no País deve alcançar 24 mil MW até 2024, com 11,5% do total.
Além de reforçar a segurança energética do País, o avanço do setor de energia eólica no Brasil também ajuda no processo de desenvolvimento social e econômico de regiões de baixa renda do País. No semiárido nordestino, região onde vivem, principalmente, pequenos agricultores, a chegada de parques eólicos garante renda complementar, devido ao arrendamento de parte da terra para a instalação das torres.

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