segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Drones - Cuidados com acidentes

Por causa do risco de acidentes, todo cuidado é pouco com drones

Exemplos de mau uso do aparelho chegam a todo momento

Existem cada vez mais drones circulando por aí. É uma ótima invenção, principalmente para a turma que gosta de fotografia, mas também exige muita responsabilidade do seu piloto. Agora mesmo, na Inglaterra, um garotinho de apenas um ano e meio de idade teve o globo ocular cortado pela hélice de um drone. Quem estava no comando era o vizinho da criança, que terá que passar por algumas cirurgias antes de receber uma prótese. Uma pena, mas acidentes acontecem e, por isso, a gente tem que ter muito cuidado.






A rede Britanica BBC lançou um "super" filme mostrando o que um acidente com um drone que não respeita o espaço aéreo de aeronaves pode acarretar. No filme abaixo a sequencia de uma batida de um drone em um helicóptero ambulância quando está chegando a um hospital mostra a com muita realidade o que pode acontecer em casos assim, veja abaixo:



Exemplos de mau uso do aparelho chegam a todo momento. Na Califórnia, dia desses, helicópteros não puderam prestar socorro a vítimas de incêndio porque a área estava infestada de drones sobrevoando a confusão. Assim não pode.
De qualquer maneira, os drones ainda serão bastante úteis, e é bom a gente copiar os bons exemplos. A Amazon acaba de apresentar, lá nos EUA, um dos que serão usados no serviço de entregas rápidas. O bicho vai a 121 metros de altura e só depois toma a direção correta do destino, chegando à velocidade de 24 quilômetros por hora.
E aí que está o busílis: embora a Amazon tenha anunciado esse serviço há dois anos, ainda depende de muitos testes e de autorização oficial para iniciá-lo. Provando que todo cuidado é pouco.


Quais são os riscos da utilização de drones

Com modelos a partir de 200 reais, o uso de drones cresce rapidamente no Brasil e no mundo.
Mas estes voos ainda geram muita controvérsia. Nos Estados Unidos, a promessa é que uma lei seja decretada ainda este ano; no Reino Unido e na França já há legislação específica. 

No Brasil, a regulamentação dos drones é um problema... e dos grandes. E pelo jeito ainda estamos longe de ter uma regulamentação específica.

Dois desafios dificultam a criação de uma lei: a privacidade, já que a maioria dos drones leva embarcada uma câmera de alta definição; e a segurança, afinal um drone pode machucar seriamente uma pessoa ou até, no pior dos casos, causar um acidente aéreo.


A Anac informou que engenheiros, pilotos e especialistas no assunto discutem as questões técnicas para formular uma proposta de regulamentação para o uso de drones. Por enquanto, a maioria dos voos é enquandrada como recreação por voar abaixo dos 120 metros. Neste caso, aplica-se a regulamentação baseada no aeromodelismo.

Pela regra, aparelhos de até 25 quilos podem ser usados por civis.
Mas existem modelos que vão muito além, podendo alcançar mil metros de altitude.

A fiscalização do uso dos drones é feita pela própria Anac. As sanções variam de um a cinco anos de prisão, caso o usuário do drone ofereça riscos ao transporte aéreo.

No Brasil, uma “instrução” da Anac proíbe a utilização do equipamento em  áreas urbanas e avalia um a um os pedidos para uso comercial. O uso dos drones depende de um trâmite extremamente burocrático. O usuário precisa de uma autorização dupla: uma emitida pela própria Anac e outra do Departamento de Controle do Espaço Aéreo. Já para comprar os drones não há qualquer restrição.

Nem todos os proprietários de drones são assim conscientes e cuidadosos, no mês passado dois homens foram presos nos USA por utilizar o drone em local proibido. Por isso, uma regulamentação oficial é mais do que necessária para garantir a segurança das pessoas e, principalmente, do tráfego aéreo.

Se esses robôs voadores se tornam cada dia mais populares, é questão de tempo para vermos muitos deles voando por aí... só podemos esperar que diferente da maioria das coisas no Brasil, haja realmente fiscalização e controle.

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