sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Construtoras terão que pagar 10 Milhões de Indenização por morte em Acidente de Trabalho

Construtoras pagarão R$ 10 milhões por morte de trabalhador

Acidente ocorreu na construção do estádio Mané Garrincha, em Brasília, que foi uma das sedes da Copa 2014



Tribunal Regional do Trabalho da 10 Região aumentou o valor da indenização por dano moral coletivo de R$ 5 milhões para R$ 10 milhões. Acidente ocorreu na construção do estádio Mané Garrincha, em Brasília, uma das sedes da Copa 2014. Obra foi executada pelo Consórcio Brasília (Andrade Gutierrez e Via Engenharia).




Brasília -  A 2ª Turma Tribunal Regional do Trabalho de Brasília (TRT)  manteve a condenação do Consórcio Br
asília (Andrade Gutierrez  e Via Engenharia) pela morte do operário José Afonço de Oliveira Rodrigue após sofrer acidente de trabalho na obra do estádio Nacional Mané Garrincha, construído para a Copa do Mundo de 2014. Também aumentou, a pedido do Ministério Público do Trabalho (MPT), o  valor da indenização por dano moral coletivo de R$ 5 milhões para R$ 10 milhões.

Na época, o consórcio alegou que o acidente foi de responsabilidade exclusiva do trabalhador já que as construtoras haviam, segundo sua defesa, fornecido o equipamento de proteção e dado as instruções necessárias para o trabalho.

Para o procurador Valdir Pereira da Silva, responsável pela Ação Civil Pública (ACP), o argumento do consórcio não é válido. Segundo ele, há provas irrefutáveis de que normas essenciais ao meio ambiente de trabalho em altura eram desrespeitadas.

Entre os documentos anexados à ação, destaque para o relatório da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego, que evidenciou fatores de risco que contribuíram com o acidente. A Polícia Civil do Distrito Federal também produziu laudo em que atesta que o fator principal para a morte foi uma falha no assoalho de madeirite, que estava sem a devida sustentação (ver foto).

Fiscalização -  O Consórcio ainda foi autuado 67 vezes devido às irregularidades no meio ambiente de trabalho.  Dois meses depois do acidente fatal, outros cinco operários se acidentaram com a queda de uma viga.

Todos esses fatos levaram o procurador  a entrar na Justiça Trabalhista, pedindo a condenação do consórcio. Para o procurador, a Ação “é um resguardo aos direitos mínimos dos trabalhadores para que irregularidades como essas não se repitam” e para que “cessem a prática do trabalho indignificante do homem”.

Em primeira instância, o Consórcio foi condenado ao pagamento de R$ 5 milhões por dano moral coletivo. Na decisão, o juiz Ricardo Machado Lourenço Filho destaca que “a negligência revelou-se bastante grave, seja pela relevância das normas de segurança que foram ignoradas, seja pela evidência do acidente que resultou no óbito de um operário”. O MPT recorreu para majorar o valor da indenização.

Na decisão da 2ª Turma do TRT, foi definido que este valor será destinado às entidades de interesse social, auditadas e fiscalizadas pela Promotoria de Justiça de Tutela das Fundações e Entidades de Interesse Social do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios.
A peça recursal é assinada pela procuradora Ana Cláudia Rodrigues Bandeira Monteiro.

Apesar de a condenação não amenizar o sofrimento da família do operário, ela serve como punição pedagógica às empresas que não cumprem suas obrigações e tentam responsabilizar o trabalhador pela falta de segurança no meio ambiente de trabalho, em especial na construção civil.

Processo nº 0001537-80.2012.5.10.0010
Fonte: http://portal.mpt.mp.br

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Caracterização de Insalubridade por Umidade


A análise pericial da insalubridade devido a umidade é qualitativa (e não quantitativa) e está fundamentada no Anexo 10 da NR-15. Por ser qualitativa, existem muitas controvérsias em sua análise, não sendo incomum que ótimos peritos se divirjam em suas avaliações.

O Anexo 10 da NR-15 está transcrito (na íntegra!) abaixo:

“As atividades ou operações executadas em locais alagados ou encharcados, com umidade excessiva, capazes de produzir danos à saúde dos trabalhadores, serão consideradas insalubres em decorrência de laudo de inspeção realizada no local de trabalho.”

A análise pericial é relativamente simples e consiste apenas em avaliar o local de trabalho e enquadrá-lo (ou não) no texto acima.


CRITÉRIOS DE CARACTERIZAÇÃO
P: QUAIS OS CRITÉRIOS QUE UM PERITO DEVE UTILIZAR PARA CARACTERIZAR OU NÃO INSALUBRIDADE POR EXPOSIÇÃO A UMIDADE ?
R: A Portaria n.º 3214/78 do Ministério do Trabalho, em sua NR/15, anexo n.º10, item 1, registra que "As atividades ou operações executadas em locais alagados ou encharcados, com umidade excessiva, capazes de reduzir danos à saúde dos trabalhadores, serão consideradas insalubres em decorrência de laudo de inspeção realizada no local de trabalho".


Pelo que se pode concluir, a umidade é um agente caracterizado por excesso de água no ambiente laboral, em forma líquida ou vapor.
A avaliação é qualitativa e feita por inspeção no local de trabalho, não existindo limites de tolerância para orientar o perito.
Portanto, o perito deve levar em consideração os seguintes fatores:

- Se o piso tem quantidade de água que possa manter encharcados os sapatos do trabalhador exposto durante o desenvolvimento de suas atividades;
- Se o tipo de atividade desenvolvida pode molhar as vestimentas do trabalhador;
- Se o tempo de exposição é grande bastante para que possa ocorrer doenças ocupacionais conforme os princípios em higiene industrial.
- Se existe o uso de botas de borracha, roupas, avental e luvas impermeáveis impedindo o contato do trabalhador com água durante o desenvolvimento de suas atividades;
- Se no ambiente ( ar ) existe umidade excessiva ocasionando uma respiração incômoda para os trabalhadores presentes.

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Você conhece a ACGIH - Organização Americana que trata da Segurança do Trabalho e Meio Ambiente

ACGIH - American Conference of Governmental Industrial Hygienists 
(Conferência Americana de Higienistas Industriais Governamentais)

video
Ela desenvolve pesquisas e campanhas de Saúde, segurança Ocupacional e Ambiental, no vídeo abaixo uma campanha sobre EPI (PPE - Personal Protective Equipament).


A ACGIH é uma organização baseada em seus membro que busca avançar em tecnologias de saúde ocupacional e ambiental. Exemplos disso incluem nossas edições anuais do livro e práticas de trabalho e guias TLVs® e BEIs® que as normas Brasileiras fazem referencia. Em resumo e fazendo uma comparação, essa organização se assemelha a nossa FUNDACENTRO no campo de pesquisa e publicações normativas.

Sua história:

Por mais de 75 anos, a ACGIH é considerada uma organização muito respeitada pelos indivíduos na higiene industrial e da indústria de saúde e segurança ocupacional e ambiental. O que começou como uma base tem crescido bastante hoje. 


Resultado de imagem para acgihDurante este tempo, ACGIH cresceu e se expandiu sem perder de vista o seu objetivo original, que é o de incentivar o intercâmbio de experiências entre os trabalhadores de higiene industrial e de recolher e tornar acessível tais informações e dados que possam ser de ajuda para eles no cumprimento adequado de suas funções. 

Desde a sua fundação em 1938, a ACGIH passou por muitas mudanças. Seus membros cresceu e se diversificou; seus interesses e projetos se multiplicaram; nomes e rostos na organização mudaram. Apesar dessas mudanças, a ACGIH não perdeu de vista os seus objetivos iniciais, que se refletem na missão organizacional de hoje: ACGIH é uma organização baseada em membro que avança saúde ocupacional e ambiental.


Pesquisa e publicações

Hoje, nove Comitês da ACGIH concentram as suas energias em uma variedade de tópicos: segurança agrícola e de saúde, instrumentos de amostragem de ar, bioaerossóis, os índices de exposição biológica, ventilação industrial, internacional, empresa de pequeno porte, valores limite para as substâncias químicas (TLV®-CS) e limiares para agentes físicos (TLV®-PA).

Suas publicações são nos seguintes temas: 

Higiene industrial
Saúde Ambiental
Ciência Segurança e Saúde
Controles no local de trabalho
Preparação para Exames 
Recursos informáticos
Ergonomia
Materiais Perigosos / Resíduos
Qualidade do ar interno
Medicina / Toxicologia
Agentes físicos
Desenvolvimento profissional

Saiba mais no site da ACGIH:

Atos e Condições Inseguras

Nem todos tem a sorte desse pequeno cãozinho! Evite acidentes.. não cometa atos e nem condições inseguras.
video

Atos e condições inseguras podem estar em vários lugares. Pode ser sem você perceber ou por existir a muito tempo, aquilo que era errado se torna normal e não passa mais a ser perceptível.

Para você entender um pouco mais sobre esses conceitos.

Atos inseguros

É a maneira como as pessoas se expõem, consciente ou inconscientemente, a riscos de acidentes. São esses os atos responsáveis por muitos dos acidentes de trabalho e que estão presentes na maioria dos casos em que há alguém ferido.

Em uma pesquisa realizada foi constatado que em 80% dos casos de acidentes o motivo principal é o ato inseguro.

Abaixo alguns exemplos de atos inseguros mais conhecidos:

Ficar junto ou sob cargas suspensas.
• Usar máquinas sem habilitação ou permissão.
• Lubrificar, ajustar e limpar maquina em movimento.
• Inutilizar dispositivos de segurança.
• Uso de roupa inadequada.
• Transportar ou empilhar inseguramente.
• Tentar ganhar tempo.
• Expor partes do corpo, a partes móveis de maquinas ou equipamentos.
• Imprimir excesso de velocidade.
• Improvisar ou fazer uso de ferramenta inadequada à tarefa exigida.
• Não utilizar EPI.
• Manipulação inadequada de produtos químicos.
• Fumar em lugar proibido.
• Consumir drogas, ou bebidas alcoólicas durante a jornada de trabalho.

Atos e condições inseguras

Condições inseguras

Condições inseguras nos locais de serviço são aquelas que compreendem a segurança do trabalhador. São as falhas, os defeitos, irregularidades técnicas e carência de dispositivos de segurança que põe em risco a integridade física e/ou a saúde das pessoas e a própria segurança das instalações e equipamentos.

Abaixo alguns exemplos de condições inseguras mais comumente conhecidas:

Falta de proteção em máquinas e equipamentos
• Deficiência de maquinário e ferramental
• Passagens perigosas
• Instalações elétricas inadequadas ou defeituosas
• Falta de equipamento de proteção individual
• Nível de ruído elevado
• Proteções inadequadas ou defeituosas
• Má arrumação/falta de limpeza
• Defeitos nas edificações
• Iluminação inadequada
• Piso danificado
• Risco de fogo ou explosão

Atos inseguros podem ocorrer por diversas causas, e todas elas são provenientes do homem, portanto, “como faz” que é o grande problema dos resultados que traz um ato inseguro.

Fazer com segurança, consciência e sem pressa são atitudes que contribuem para que se faça bem feito e não gerando uma situação insegura colocando em risco a própria vida e a dos demais.

A educação, o conhecimento do que é certo ou errado também contribui favoravelmente para que muitos incidentes aconteçam. O maior responsável pelo ato inseguro é você, pense antes de fazer, não faça com pressa, não queira desenvolver várias atividades ao mesmo tempo.

Uma frase clássica da segurança no trabalho reflete essa situação “Não há trabalho tão urgente e serviço tão importante que não possa ser feito com segurança”. Reflita, pense nisso.

As condições inseguras tem como resultado o tempo, a resistência de certos materiais se desgasta, a organização do local, que é um fator humano e/ou falta de manutenção, tecnologia aplicado ao local, entre outros.

Mesmo sendo originadas por diversos fatores externos, as condições inseguras tem como responsabilidade o próprio homem, seja por sua omissão ou irresponsabilidade.

Portanto, a Segurança começa e termina com as ações, atitudes e consciência de todos nós.

Colabore com ambientes mais salubres a começar de casa, escola, rua, sociedade e principalmente na empresa, reduzindo o número de acontecimentos alarmantes que cresce a cada ano.

Fonte: http://ddsonline.com.br/dds-temas/39-seguranca/415-atos-e-condicoes-inseguras-conceitos-e-exemplos.html 

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Diferença entre LTCAT e PPRA - Veja os principais pontos

O LTCAT retrata a realidade dos agentes agressivos da empresa, já o PPRA promove um planejamento da ação para minimizar ou neutralizar os efeitos dos agentes agressivos.

O PPRA identifica os riscos e os agentes agressivos à saúde do trabalhador.

O LTCAT quantifica os agentes agressivos, determina a insalubridade e indica se dá direito à aposentadoria especial

Veja abaixo as principais diferenças:



PPRA - PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE RISCO AMBIENTAIS – NR-09

O Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA), nos termos da NR-09, visa à preservação da saúde e da integridade dos trabalhadores, através da antecipação, reconhecimento, avaliação e, consequente controle da ocorrência de riscos ambientais existentes.
O PPRA tem por objetivo avaliar as atividades desenvolvidas pelos empregados no exercício de todas as suas funções e ou atividades, determinando se os mesmos estão expostos a agentes nocivos, com potencialidade de causar prejuízo à saúde ou a sua integridade física, em conformidade com os parâmetros estabelecidos na legislação vigente.
 A implementação do PPRA é de responsabilidade do empregador. O desrespeito a essa exigência pode acarretar sérias conseqüências para a empresa, que vão desde multas até o embargo ou interdição.

LTCAT – LAUDO TÉCNICO DAS CONDIÇÕES AMBIENTAIS DO TRABALHO

O LTCAT é um laudo elaborado a partir de um levantamento dos riscos ambientais (no local de trabalho) mediante uma visita realizada por Engenheiro ou Médico do Trabalho que vistoriam e determinam os riscos existentes.
A partir de 29 de abril de 1995, data da publicação da Lei nº 9.032, a caracterização de atividade como especial depende de comprovação do tempo de trabalho permanente, não ocasional nem intermitente, durante quinze, vinte ou vinte e cinco anos em atividade com efetiva exposição a agentes nocivos químicos, físicos, biológicos ou associação de agentes prejudiciais à saúde ou à integridade física, observada a carência exigida.





Drones - Cuidados com acidentes

Por causa do risco de acidentes, todo cuidado é pouco com drones

Exemplos de mau uso do aparelho chegam a todo momento

Existem cada vez mais drones circulando por aí. É uma ótima invenção, principalmente para a turma que gosta de fotografia, mas também exige muita responsabilidade do seu piloto. Agora mesmo, na Inglaterra, um garotinho de apenas um ano e meio de idade teve o globo ocular cortado pela hélice de um drone. Quem estava no comando era o vizinho da criança, que terá que passar por algumas cirurgias antes de receber uma prótese. Uma pena, mas acidentes acontecem e, por isso, a gente tem que ter muito cuidado.






A rede Britanica BBC lançou um "super" filme mostrando o que um acidente com um drone que não respeita o espaço aéreo de aeronaves pode acarretar. No filme abaixo a sequencia de uma batida de um drone em um helicóptero ambulância quando está chegando a um hospital mostra a com muita realidade o que pode acontecer em casos assim, veja abaixo:

video


Exemplos de mau uso do aparelho chegam a todo momento. Na Califórnia, dia desses, helicópteros não puderam prestar socorro a vítimas de incêndio porque a área estava infestada de drones sobrevoando a confusão. Assim não pode.
De qualquer maneira, os drones ainda serão bastante úteis, e é bom a gente copiar os bons exemplos. A Amazon acaba de apresentar, lá nos EUA, um dos que serão usados no serviço de entregas rápidas. O bicho vai a 121 metros de altura e só depois toma a direção correta do destino, chegando à velocidade de 24 quilômetros por hora.
E aí que está o busílis: embora a Amazon tenha anunciado esse serviço há dois anos, ainda depende de muitos testes e de autorização oficial para iniciá-lo. Provando que todo cuidado é pouco.


Quais são os riscos da utilização de drones

Com modelos a partir de 200 reais, o uso de drones cresce rapidamente no Brasil e no mundo.
Mas estes voos ainda geram muita controvérsia. Nos Estados Unidos, a promessa é que uma lei seja decretada ainda este ano; no Reino Unido e na França já há legislação específica. 

No Brasil, a regulamentação dos drones é um problema... e dos grandes. E pelo jeito ainda estamos longe de ter uma regulamentação específica.

Dois desafios dificultam a criação de uma lei: a privacidade, já que a maioria dos drones leva embarcada uma câmera de alta definição; e a segurança, afinal um drone pode machucar seriamente uma pessoa ou até, no pior dos casos, causar um acidente aéreo.


A Anac informou que engenheiros, pilotos e especialistas no assunto discutem as questões técnicas para formular uma proposta de regulamentação para o uso de drones. Por enquanto, a maioria dos voos é enquandrada como recreação por voar abaixo dos 120 metros. Neste caso, aplica-se a regulamentação baseada no aeromodelismo.

Pela regra, aparelhos de até 25 quilos podem ser usados por civis.
Mas existem modelos que vão muito além, podendo alcançar mil metros de altitude.

A fiscalização do uso dos drones é feita pela própria Anac. As sanções variam de um a cinco anos de prisão, caso o usuário do drone ofereça riscos ao transporte aéreo.

No Brasil, uma “instrução” da Anac proíbe a utilização do equipamento em  áreas urbanas e avalia um a um os pedidos para uso comercial. O uso dos drones depende de um trâmite extremamente burocrático. O usuário precisa de uma autorização dupla: uma emitida pela própria Anac e outra do Departamento de Controle do Espaço Aéreo. Já para comprar os drones não há qualquer restrição.

Nem todos os proprietários de drones são assim conscientes e cuidadosos, no mês passado dois homens foram presos nos USA por utilizar o drone em local proibido. Por isso, uma regulamentação oficial é mais do que necessária para garantir a segurança das pessoas e, principalmente, do tráfego aéreo.

Se esses robôs voadores se tornam cada dia mais populares, é questão de tempo para vermos muitos deles voando por aí... só podemos esperar que diferente da maioria das coisas no Brasil, haja realmente fiscalização e controle.

Riscos na exploração de Petróleo - Blow out e Kick out


A exploração de petróleo é uma atividade cheia de riscos. Requer tarefas perigosas como perfurar rochas em regiões ultraprofundas, enfrentar pressões altíssimas e manipular volumes gigantescos de gás.
 









 Há dois tipos principais de acidentes que podem ocorrer na perfuração do poço: o kick e o blow out. Os dois envolvem a invasão do poço por fluidos.

video


Entenda o que é o Blow Out

Blow Out ou estouro é a condição de um poço que está descontrolado fazendo com que os fluidos da formação estourem na superfície. As causas mais comuns para esse acidente são falhas no BOP (blow out preventer) que é o equipamento utilizado para fechar o poço em caso de ocorrência de um kick. 

Normalmente o blow out ocorre por causa de um “kick”, que nada mais é do que um influxo de fluido não programado para dentro do poço, aumentando a pressão do poço e fazendo um blow out. 

As conseqüências podem ser as mais trágicas possíveis, tanto para as pessoas que estão por volta da operação do poço quanto para o próprio meio ambiente.

O acidente que ocorreu em abril com a plataforma Deepwater Horizon (foto acima) , no Golfo do México, é um exemplo dos tipos de danos que qualquer erro no processo de perfuração das reservas do óleo podem causar.

Entenda o que é o Kicks

O kick acontece quando entram fluidos no poço, não necessariamente chegando à superfície. Nesse caso, técnicos injetam  substâncias mais pesadas no poço para impedir que os fluidos saiam de controle.
O mais perigoso, no entanto, é o gás: leve, ele pode subir e alcançar o contato com a superfície mais facilmente.   Quando o gás chega à superfície você tem o 'blow out', que é a pior situação possível para um poço de petróleo:  você tem vazamentos de fluidos para o meio ambiente que podem provocar explosões, incêndios, um acidente de grandes proporções.

Prevenção

Importância da rápida detecção de kicks - Blowouts

    Quanto mais rápido um kick for detectado, tomando-se as providências necessárias, mais fácil será o seu controle. Isso acontece porque se minimiza :

O volume do kick:
As pressões de fechamento do Driil pipe e de fechamento do revestimento
As perdas de tempo nas operações de controle
Além disso, a demora na detecção de um kick ou na tomada das providências requeridas para o seu controle pode resultar em sérias consequências, como : 
Transformação do kick num Blowout ;
Liberação de gases venenosos ma área ;
Poluição do meio ambiente ;

  
Equipamentos de Segurança

 

 Choke manifold:  é um equipamento necessário para levar a cabo a tecnologia de controle da pressão do óleo / gás bem. Ele é usado para controlar a pressão invólucro, mantendo-se o equilíbrio da pressão do poço, para evitar transbordamento e prevenir poços de soprar para fora, libertando a pressão através das válvulas de estrangulamento para realizar fecho suave, e soprando-se a proteger a cabeça do poço.

          

BOP-Blowout-Preventer :  é o principal elemento de ligação entre a cabeça do poço no fundo do mar e a sonda, trazendo o poço até a superfície e compondo o espaço anular.

 Funções do BOP

• Isolar o ambiente poço do ambiente mar.
• Possibilitar desconexão sob controle e com segurança da coluna de risers em caso de perda de posicionamento da sonda, o que pode ou não incluir a ancoragem (“hang off”) e cisalhamento da coluna de perfuração.
• Possibilitar circulação através das saídas laterais e o retorno do fluido de perfuração ou completação.
• Permitir o controle do poço quando ocorrer a perda da primeira barreira de segurança (“overbalance” do fluido de perfuração ou completação), fechando-o com ou sem coluna em seu interior.
    • Viabilizar a execução de diversos tipos de operações e testes no âmbito da engenharia de poços: testes de estanqueidade, absorção, formação, injetividade, produção, medições para balanceio de ferramentas ou colunas, orientação de suspensores de tubulação, ponto fixo de referência, etc.

 Kelly Valve


A Kelly Valve é uma válvula de segurança da tubulação. É uma válvula de abertura total que fornece controle de pressão positiva dos fluidos na coluna de perfuração. Estas válvulas podem ser utilizadas como uma válvula de segurança ou válvula de tubo de broca kelly superior para controlar as pressões oriundas de blowouts.


Fonte: http://blowoutpetroleo.weebly.com/index.html 

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Bombeiros de MG lançam canal no Youtube e mostram sua ações e dicas para a população

O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) lançou um canal no site de vídeos Youtube para divulgar as suas ações de combate a incêndio, salvamentos, resgates e todas as ações que são executadas por eles, além de dicas de segurança.

Ficou muito legal! Confere lá

Veja abaixo o primeiro vídeo que eles lançaram de um salvamento em altura:

video

Você sabia que os bombeiros realizam salvamento em altura? No primeiro vídeo do nosso canal você vai assistir ao salvamento de 3 pessoas que estavam presas em um andaime em um prédio no centro de BH. Acompanhe desde o deslocamento das viaturas até o local da ocorrência. Não esqueça de se inscrever no canal do Youtube e receber as notificações de nossos vídeos.
LINK DO VÍDEO NO YOUTUBE: https://www.youtube.com/watch?v=3fgpG7SYmlQ

Principais Riscos Elétricos

Quais riscos os eletricistas estão expostos, além do choque elétrico?


É necessário aos eletricistas e profissionais que atuam nas proximidades de sistemas elétricos, saber quais os riscos que eles correm. Além do choque elétrico, seguem abaixo os riscos adicionais:

Lembre-se: Todo eletricista deve ter o Curso de NR 10

Movimentação de cargas, escadas e andaimes:


video
Cuidados na movimentação de cargas com equipamentos, andaimes e escadas!!!

Arco elétrico

O arco voltaico caracterizado pelo fluxo de corrente elétrica através de um meio “isolante, como o ar, é geralmente produzido quando da conexão e desconexão de dispositivos elétricos e também em caso de curto-circuito. Um arco elétrico produz calor que pode exceder a barreira de tolerância da pele e causar queimadura de segundo ou terceiro grau.
O arco elétrico possui energia suficiente para queimar as roupas e provocar incêndios, emitindo vapores de material ionizado e raios ultravioletas.
No interior de painéis elétricos, os arcos voltaicos normalmente provêm de curtos-circuitos acidentais, principalmente se houver poeira condutiva sobre os barramentos elétricos, por estarem há muito tempo sem receber inspeção preditiva; estes últimos se manifestam mais durante a comutação ou chaveamento das cargas indutivas, sobretudo nas máquinas elétricas rotativas, de uso mais frequente nas indústrias.

Queimaduras

A queimadura elétrica está entre as mais graves lesões causadas ao corpo humano. Ela difere dos outros tipos de queimaduras por conta de um certo “fator iceberg “a lesão interna sempre é bem maior do que a epidérmica. Ela queima internamente com mais intensidade do que externamente.
A queimadura elétrica é mais intensa nos pontos de entrada e saída da corrente elétrica e tanto mais grave quanto maior for o valor da corrente e a sua respectiva duração.
O que fazer em caso de queimaduras.
Dicas para casos de queimaduras.

Quedas e precipitações

Pode haver consequências graves para as pessoas que, recebendo um choque elétrico ou sendo atingidas por arco voltaico, sofram quedas.
Nos trabalhos em linhas elétricas, as estatísticas demonstram que este é um dos acidentes mais comuns nas concessionárias de energia elétrica, muitas vezes, isso ocorre por conta de imprudência, negligência, imperícia ou mesmo autoconfiança.

Campos eletromagnéticos

É gerado quando da passagem da corrente elétrica alternada nos meios condutores. Os efeitos danosos do campo eletromagnético nos trabalhadores manifestam-se especialmente, quando na execução de serviços de transmissão e distribuição de energia elétrica, nas quais se empregam elevados níveis de tensão. Os efeitos possíveis no organismo humano decorrente da exposição ao campo eletromagnético são de natureza elétrica e magnética. Os efeitos do campo elétrico já foram mencionados acima. Quanto aos de origem magnética citamos os feitos térmicos, endócrinos e suas possíveis patologias produzidas pela interação das cargas elétricas com o corpo humano. Não há comprovação científica, porém há indícios de que a radiação eletromagnética criada nas proximidades de meios com elevados níveis de tensão e corrente elétrica possa provocar a ocorrência de câncer, leucemia e tumor no cérebro. As principais ondas são de radio, TV, microondas, raios X e raios gama.

Explosão, incêndio e choque acústico

Explosão provocada por arco elétrico, centelhamento de escovas de motores em presença de gases e vapores explosivos. Incêndio provocado por curto-circuito em presença de materiais combustíveis. Choque acústico provocado por deslocamento de ar devido a explosões – de trovão, por exemplo.

Abelhas infestam o poste.Riscos de ataque de insetos

Ataques de insetos, tais como abelhas e marimbondos, ocorrem na execução de serviços em torres, postes, subestações, leitura de medidores, serviços de poda de árvore e outros.
Enxame de abelhas em poste.
Ataque de animais
Ocorre, sobretudo nas atividades de construção, supervisão e manutenção em redes de transmissão em regiões silvícolas e florestais. Atenção especial deve ser dada a possibilidade de picadas de animais peçonhentos nessas regiões.
Riscos em ambientes fechados (espaços confinados NR 33)
Os trabalhos em espaços fechados, como caixas subterrâneas e estações de transformação e distribuição, expõem os trabalhadores ao risco de asfixia por deficiência de oxigênio ou por exposição a contaminantes nas atividades do setor elétrico.
Riscos ergonômicos
São significativos, nas atividades do setor elétrico, os riscos ergonômicos, relacionados aos fatores:
Biomecânicos, posturas não fisiológicas de trabalho provocadas pela exigência de ângulos e posições inadequadas dos membros superiores e inferiores para realização das tarefas, principalmente em altura, sobre postes e apoios inadequados, levando a intensas solicitações musculares, levantamento e transporte de carga, etc.
Organizacionais, pressão do tempo de atendimento a emergências ou a situações com períodos de tempo rigidamente estabelecidos, realização rotineira de horas extras, trabalho por produção, pressões da população com falta do fornecimento de energia elétrica.
Psicossociais, elevada exigência cognitiva (conhecimento) necessária ao exercício das atividades associada à constante convivência com o risco de vida devido à presença do risco elétrico e também do risco de queda (neste caso, sobretudo para atividades em linhas de transmissão, execução em grandes alturas).
Ambientais, representado pela exposição ao calor, radiação, intempéries da natureza, agentes biológicos, etc.
E lembre-se segurança em primeiro lugar.


sexta-feira, 19 de agosto de 2016

O que é 5S - Saiba como usar essa ferramenta e ser mais produtivo

video

SeiriSenso de Utilização
SeitonSenso de Ordenação
SeisouSenso de Limpeza
SeiketsuSenso de Saúde
ShitsukeSenso de Autodisciplina

Origem

5S surgiu nas empresas do Japão, durante a reconstrução do país depois da segunda guerra mundial.
Depois da guerra, os japoneses receberam orientação de especialistas americanos para o controle da qualidade. O que os americanos faziam bem foi aperfeiçoado no Japão, formando-se o que ficou conhecido como Qualidade no Estilo Japonês, ou Total Quality Control (TQC - Controle da Qualidade Total). É o controle dos processos para assegurar o resultado final, entregando os produtos conforme expectativa do cliente.
  • O papel do 5S é cuidar da base, facilitando o aprendizado e prática de conceitos e ferramentas para a qualidade. Isso inclui cuidar dos ambiente, equipamentos, materiais, métodos, medidas, e, especialmente, pessoas.
  • No princípio, o 5S era mais focado em liberar área, evitar desperdícios, resolvendo efeitos de guerra e de gestão inadequada. Com os novos desafios, inclusive a evolução da tecnologia da comunicação, o 5S evoluiu.

Significado

5S representa cinco palavras japonesas que começam com a letra S. Não é fácil encontrar em outro idioma palavras que têm o mesmo significado de cada termo na cultura nipônica. Por exemplo: Seiri já foi traduzido como seleçãodescartesenso de utilizaçãoSeiketsu aparece como higienepadronização, senso de saúde.
E há certo sentido: com o Seiri, fazemos seleção, ou seja, separamos o que é útil de o que não é útil, que será descartado. Assim, é facilitado o uso. Com senso de utilidade/utilização dos recursos, isto é, senso de utilização, a seleção e o descarte e o uso serão mais adequados. No entanto, a palavra descarte, por exemplo, fortalece o sentido de jogar fora, dando pouco valor ao sentido de uso.
Quanto ao Seiketsu, a higiene depende de seguirmos padrões saudáveis de uso, ordem e limpeza. A expressãosenso de saúde representa nossa sensibilidade para avaliar as boas práticas (as práticas saudáveis), capacidade de padronizá-las, assegurando a saúde. Considere saúde para tudo: física, mental, social, financeira, ambiental etc.
A tradução utilizando a palavra senso se tornou uma das mais divulgadas no Brasil a partir de meados da década de 1990. Além de iniciar com S, facilitando a didática do 5S, este termo remete ao bom senso, característica de pessoa sensata. A prática do 5S é um bom meio de apurar a sensatez. Com isso, o 5S deixa de ser uma coisa de fábricas, máquinas, ferramentas. Entendido assim, o 5S pode ser praticado por qualquer pessoa, em qualquer lugar, para facilitar a solução de qualquer desafio.
Finalmente, essa tradução aproxima o 5S de o que é natural no organismo vivo. Praticar 5S é semelhante ao que qualquer ser vivo faz para viver.

Como a vida

Aprender 5S é como "reaprender" o que é natural. Podemos nos inspirar no nosso corpo para cuidar do mundo em que atuamos.
A natureza do 5S é semelhante à natureza dos seres vivos. Está dentro de nós

5SComandoNo corpo humano

Senso de Utilização
Separar o que é útil do que não é. Melhorar o uso do que é útil.
Nosso corpo descarta o que não precisa e usa o que lhe é útil em infinitas reações químicas.

Senso de Ordenação
Um lugar para cada coisa. Cada coisa no seu lugar.
São vários sistemas, nos quais cada célula está em seu lugar.

Senso de Limpeza
Limpar e evitar sujar.
Não viveríamos se não houvesse limpeza constante do organismo pelas fezes, urina, respiração, anticorpos etc.

Senso de Saúde
Padronizar as práticas saudáveis.
O que cada célula deve fazer para a saúde do organismo está "escrito" no DNA.

Senso de AutodisciplinaAssumir a responsabilidade de seguir os padrões saudáveis.Não precisamos chamar a atenção da célula para fazer o que lhe compete. Ela faz o que tem de ser feito.

O 5S agora, para os desafios de hoje

Com a alta tecnologia e a velocidade com que chegam e se perdem as novidades, a prática do 5S é mais necessária do que nunca.
Após a guerra, no Japão, era preciso dar um jeito na bagunça para retomarem a vida. Agora, há outro desafio constante a ser atendido, mesmo em países que não passaram por guerra. No mundo de hoje, as coisas chegam muito depressa e rapidamente perdem o valor. Há uma chuva de informações, oportunidades e descartáveis chegando a todo momento.
O papel principal do 5S, hoje, é nos orientar como observar, avaliar e tomar decisões adequadas para nosso crescimento e formação como pessoa, cidadão e profissional.
Com o 5S, teremos serenidade para bom proveito, sem estresse, das oportunidades do novo jeito de ser.
Fonte: http://5s.com.br/2/o-que-e-5s.php 

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Prevenção de Incêndios - Todos devem fazer a sua parte!

Prevenir incêndios é tão importante quanto saber apagá-los ou mesmo saber como agir corretamente no momento em que eles ocorrem.

Início de incêndio e outros sinistros de menor vulto podem deixar de transformar-se em tragédia, se forem evitados e controlados com segurança e tranqüilidade por pessoas devidamente treinadas. Na maioria das vezes, o pânico dos que tentam se salvar faz mais vítimas que o próprio acidente.

Uma das principais providências as empresas podem tomar, para que qualquer acidente seja controlado, é alertar todos os trabalhadores sobre as devidas precauções quando ocorrer algum distúrbio ou tumulto, causados por incidentes, como por exemplo vazamentos de gás, fumaça, fogo e vazamento de água. O primeiro passo é detalhar em procedimentos operacionais padrões que deverão ser distribuídos para todos os trabalhadores, contendo informações sobre todas as precauções necessárias, como: os cuidados preventivos; a conscientização sobre o planejamento de como atuar na hora do abandono do local de trabalho; a indicação de medidas práticas sobre o combate e a retirada.

Segundo o Corpo de Bombeiros, o mais correto inclusive é que todos os trabalhadores ou usuários da edifícação coloquem em prática as normas estabelecidas sobre os cuidados preventivos e o comportamento diante do incidente, promovendo exercícios, através da simulação de incêndios. Esse tipo de prática contribui suficientemente para a prevenção e a segurança de todos. Mas para efetuar essa operação é necessário um fator indispensável, a existência - em perfeito estado de uso e conservação - de equipamentos destinados a combater incêndios.

A prudência também é outro fator primordial no combate aos incêndios. Todos sabem que qualquer instalação predial deve funcionar conforme as condições de segurança estabelecidas por lei, que vão desde a obrigatoriedade de extintores de incêndios, hidrantes, mangueiras, registros, chuveiros automáticos (sprinklers) e escadas com corrimão. Entre esses equipamentos, o mais utilizado no combate a incêndios é o extintor, que deve ser submetido a manutenção pelo menos uma vez por ano, por pessoas credenciadas e especializadas no assunto. É importante também, além de adquirir e conservar os equipamentos de segurança, saber manuseá-los e ensinar a todos os trabalhadores como acionar o alarme, funcionar o extintor ou abandonar o recinto, quando necessário, sem provocar tumultos.

Um exemplo dos riscos com a exposição ao fogo está no vídeo abaixo em que o artista  Luis Ricardo, o Bozo, pega fogo ao vivo durante o ‘Programa do Ratinho’

video


Internado seis dias no Hospital Israelita Albert Einstein, ele teve alta após tratar queimaduras de segundo grau no rosto e de segundo grau profundo no pescoço. O acidente ocorreu em 2014.

"Houve um probleminha sério, o meu afastamento de seis dias foi necessário, tive muita dor e fiquei muito preocupado com o que iria acontecer. Estive internado, estou até inchado por causa da cortisona, para não inflamar. Estou passando uma fase de agradecimento a Deus. Deus e os anjos da guarda tiraram do meu rosto aquelas chamas", falou ao Ratinho.


Profissão de Risco
Os engolidores de fogo estão sujeitos a uma condição chamada pneumonite química por hidrocarboneto oriunda do combustível inalado. Esta condição é tão recorrente em artistas que lidam com fogo que foi apelidada de "pneumonia do engolidor de fogo"

Regras Básicas
*  Mantenha sempre à vista o telefone de emergência do Corpo de Bombeiros - 193

*  Conserve sempre as caixas de incêndios em perfeita condições de uso e somente as utilize em caso de incêndio.

*  Os extintores devem estar fixados sempre em locais de fácil acesso, devidamente carregados e revisados (periodicamente).

*  Revisar periodicamente toda a instalação elétrica do prédio, procurando inclusive constatar também a existência de possíveis vazamentos de gases.

*  Evitar o vazamento de líquidos inflamáveis.

*  Evitar a falta de ventilação.

*  Não colocar trancas nas portas de halls, elevadores, porta corta-fogo ou outras saídas para áreas livres. Nem obstruí-las com materiais ou equipamentos.

*  Tomar cuidado com cera, utilizada nos piso,s quando dissolvida. Não deixar estopas ou flanelas embebidas em óleos ou graxas em locais inadequados.

*  Alertar sobre o ato de fumar em locais proibidos (como elevadores) e sobre o cuidado de atirar fósforos e pontas de cigarros acessos em qualquer lugar.

*  Aconselhar os trabalhadores para que verifiquem antes de sair de seus locais de trabalho, ao término da lornada de trabalho, se desligaram todos os aparelhos elétricos, como estufas, ar condicionado, exaustores, dentre outros.

*  Em caso de incêndio, informar o Corpo de Bombeiros o mais rápido possível: a ocorrência, o acesso mais fácil para a chegada ao local e o número de pessoas acidentadas, inclusive nas proximidades.

*  Nunca utilizar os elevadores no momento do incêndio.

*  Evitar aglomerações para não dificultar a ação do socorro e manter a área junto aos hidrantes livre para manobras e estacionamento de viaturas.


Normas de Segurança

Entre as normas de segurança estabelecidas por lei para as instalações prediais, estão a conservação e a manutenção das instalações elétricas. Existem vários tipos de sistemas de proteção das instalações elétricas, como fusível tipo rolha, disjuntor, entre outros. Todos devem estar funcionando perfeitamente, pois qualquer princípio de incêndio pode ser ocasionado por descargas de curto-circuíto.

Qualquer edificação possui um projeto de circuito elétrico, que dimensiona tipos e números de pontos de corrente (tomadas) ou luz, conforme suas características de consumo. Quando na presença de uma sobrecarga este circuito não dimensionado para uma corrente de curto-circuito eleva-se em muito a temperatura, iniciando o processo de fusão do fio, ou pior, o início de um incêndio. Por este motivo cuidado com a utilização de benjamins.

Todos os trabalhadores devem estar sempre atentos às normas básicas de segurança contra incêndio para evitar acidentes. Prevenir é a palavra de ordem e todos devem colaborar, pois é mais importante evitar incêndios do que apagá-los.


Alarme Geral
Ao primeiro indício de incêndio, transmita o alarme geral e chame imediatamente o Corpo de Bombeiros.


Combate ao Fogo

Desligue a chave elétrica geral, em caso de curto-circuito. Procure impedir a propagação do fogo combatendo as chamas no estágio inicial.

Utilize o equipamento de combate ao fogo disponível nas áreas comuns da edificação.


Evacuação da Edificação

Não sendo possível eliminar o fogo, abandone o edifício rapidamente, pelas escadas. Ao sair, feche todas as portas atrás de si, sem trancá-las..

Não utilize o elevador como meio de escape.

Não sendo possível abandonar o edifício pelas escadas, permaneça no pavimento em que se encontra, aguardando a chegada do Corpo de Bombeiros.

Somente suba ao terraço se o edifício oferecer condições de evacuação pelo alto, ou se a situação o exigir.


Instruções complementares

-  Desligue imediatamente o equipamento que estiver manuseando e feche as saídas de gás.

-  Procure sempre manter a calma e não fume. Não tire as roupas. Dê o alarme.

-  Mantenha, se possível, as roupas molhadas.

-  Jogue fora todo e qualquer material inflamável que carregue consigo.

-  Em situações críticas feche-se no banheiro, mantendo a porta umedecida pelo lado interno e vedada com toalha ou papel molhados.

-  Em condições de fumaça intensa cubra o rosto com um lenço molhado.

-  Não fique no peitoril antes de haver condições de salvamento, proporcionadas pelo Corpo de Bombeiros. Indique sua posição no edifício acenando para o Corpo de Bombeiros com um lenço.

-  Aguarde outras instruções do Corpo de Bombeiros.

-  Em caso de incêndio, se você se encontra em lugar cheio de fumaça procure sair, andando o mais rente possível do piso, para evitar ficar asfixiado.

-  Em regra geral, uma pessoa cuja roupa pegou fogo procura correr. Não o faça: a vítima deve procurar não respirar o calor das chamas. Para o evitar, dobre os braços sobre o rosto, apertando-os: jogue-se ao chão e role, ou envolva-se numa coberta ou num tecido qualquer.

-  Vendo correr uma pessoa com as roupas em chamas, não a deixe faze-lo. Obrigue-a a jogar-se ao chão e rolar lentamente.

-  Use de força, se necessário, para isso.

-  Se for possível, use extintor ou mangueira sobre o acidentado.

-  No caso de não haver nada por perto, jogue areia ou terra na vítima, enquanto ela está rolando. Se puder, envolva o acidentado com um cobertor, lona ou com panos grossos.

-  Envolva primeiro o peito, para proteger o rosto e a cabeça. Nunca envolva a cabeça da vítima, pois assim você a obriga a respirar gases.

-  Ao perceber um incêndio não se altere; estando num local com muitas pessoas ao redor, não grite nem corra. Acate as normas de prevenção e evite acidentes.

-  Trate de sair pelas portas principais ou de emergência, de maneira rápida, sem gritos, em ordem, sem correrias. Nunca feche com chaves as portas principais e as de emergência.

-  Não guarde panos impregnados de gasolina, óleos, cera ou outros inflamáveis.

-  Após o uso do extintor, notificar o serviço de segurança para recarregamento.